4 Coisas que viajantes fãs da Era Medieval não podem perder

artigo publicado em 08/09/2016



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Você também é fã da era medieval? A imagem de armaduras, espadas, castelos, muralhas e todas as alegorias e particularidades dessa época também te empolgam e refletem na hora de planejar a viagem? Então venha conferir, caro leitor, 5 coisas que viajantes fãs da era medieval não podem perder!

 

Não sei se existirá uma categoria formal de “turismo medieval”, mas é fato que as atrações medievais – cidades, festivais, museus – continuam a movimentar milhões de dólares todo ano no turismo. Algumas cidades se sustentam quase exclusivamente sobre esse pilar e investem fundo para atrair os turistas aficcionados por essa parte da história.

Existindo ou não essa categoria, só posso dizer que sou uma dessas pessoas. Muitas das minhas viagens foram planejadas baseadas num castelo específico que gostaria de visitar, num festival que revivia a época medieval, numa muralha especialmente preservada. E foram viagens totalmente impagáveis! Ricas em conhecimento, absurdamente deslumbrantes e aquele tipo de passeio que nos faz sentir empolgados e animados como uma criança assistindo um desfile iluminado e psicodélico.

Essa “preferência” me levou para lugares diversos e incríveis, no topo de montanhas geladas e no fundo de poços com cara de passagem secreta. Também me fez comprar alguns artefatos – como espadas e dragões – que ficaram retidos nas alfândegas da vida, infelizmente.

Então, se você é um viajante fã da era medieval, como eu, venha ver essa lista de 5 coisas que você não pode perder!

 

PARTICIPE DO JORVIK VIKING FESTIVAL

Jorvik Viking Festival Voar Baixo

Ok, talvez eles sejam um pouco mais antigos que a noção de medieval. Os vikings ainda são conhecidos como os maiores e mais brutais guerreiros que já existiram e sua cultura é muito rica! Os mitos, a estrutura, a organização da sociedade, os contos da época, tudo isso encanta até hoje. Quem nunca se deslumbrou com as ideias dos guerreiros barbudos, com seus machados duplos e navios com cabeças de dragão na proa? Tudo isso pode ser revivido à toda força no JORVIK VIKING FESTIVAL, o maior festival viking do mundo!

O festival acontece na cidade de York, na Inglaterra – daí “Jorvik”, como o nome era escrito na época dos guerreiros escandinavos. A cidade é uma descoberta arqueológica relativamente recente (para a idade que tem), encontrada nos finais dos anos 70. Os pesquisadores arqueólogos encontraram, em York, as casas, oficinas e pátios dos povos vikings com mais de 1000 anos de idade. Como as instalações estavam em ótimas condições – novamente, para a idade que tinham –, o festival foi construído exatamente em cima e nos moldes do sítio arqueológico, criando uma experiência realmente única. Já são mais de 30 anos de celebrações, tendo iniciado oficialmente em 1984. O que isso quer dizer? Que você vai encontrar um festival muito bem organizado e programado.

O mais legal desse festival é que podemos participar ativamente das atividades, não apenas ficar assistindo como observadores fanáticos. Eles reproduzem batalhas à moda antiga (sim, com espadas, armaduras de ferro e capacetes de aço) e fazem mais de 2000 oficinas todo ano para os participantes do evento. Aulas de arco-e-flecha, artesanato, ferraria, manejo de espadas, construção naval, equitação, entre outras, estão na lista da programação anual. É uma festa simplesmente INCRÍVEL e vale a pena ver pelo menos uma vez na vida.

 

VISITE CARCASSONE, NA FRANÇA

Carcassone Voar Baixo

Carcassone é daquelas cidades para visitar num bate-e-volta, porque ao fim de dois dias já viu tudo que tinha para ver. Mas são dois dias que valem por dez. A comuna fica no sul da França, na região de Languedoque-Rossilhão e não passa nem perto de 100 mil habitantes, no total. O que tem lá para ver? A cidadela medieval muralhada mais conservada do mundo, Patrimônio Mundial desde 2007. A cidade é simplesmente incrível e inspirou dezenas de filmes, livros e jogos, como o jogo de tabuleiro homônimo Carcassonne. A muralha ainda parece perfeita, com os arcos e as torres de vigia onde passamos e temos a sensação de sermos arqueiros fazendo a patrulha. No interior, há muita vida por conta do turismo – que, basicamente, vive disso. Lojas temáticas, restaurantes e até um Museu da Inquisição que funcionam nas instalações, mantidas como costumavam ser, mas restauradas no interior. O castelo, localizado no coração da fortaleza, ainda possui alguns mobiliários da época e é apaixonante. Os bilhetes de entrada, com visitada guiada, são bastante baratos e acessíveis.

Um dia basta para aproveitar cada detalhe da cidade muralhada e você pode dedicar um dia a mais para visitar o outro lado de Carcassonne, o lado urbano. A cidade é dividida em duas zonas: a medieval e a urbana. É possível achar acomodação barata ao lado da cidade muralhada, mas se você não quer perder a chance de ter uma noite medieval, também dá para alugar quartos de hotéis no interior da cidadela. A zona urbana é muito bonita, separada da muralha por um rio pedregoso (onde encontramos lontras!) e uma ponte caprichada, que fica especialmente bonita com a iluminação noturna.

Carcassonne é imperdível para quem gosta da era medieval. Nem menos!

 

UM DIA DE HOBBIT NO CONDADO

Uma visita ao Condado conta como turismo medieval? Eu acho que sim. Certo, eles não existiram, mas fazem parte da literatura marcante de Tolkien e do filme temático mais premiado de todos os tempos: O Senhor dos Anéis (com 11 Óscares, para a inveja de Titanic!). Se for um grande fã da saga, como eu, você provavelmente sabe que a maioria das gravações do filme foram feitas na Nova Zelândia. Por isso, é lá que encontramos Hobbiton, a vila cinematográfica onde viviam esses pequenos seres de pés peludos e abdomens avantajados (o Condado). A vila é incomparável: com as pequenas e adoráveis tocas nas colinas, seus jardins e hortas cuidadas, o lago que passa em volta com os pequenos barcos prontos para seguir uma viagem inesperada. Até os calções, suspensórios e camisas de linho estendidas nos varais estão lá!

Existem muitas empresas que fornecem pacotes diferentes de turismo na vila dos hobbits, incluindo ou não atividades extras relacionadas à trilogia de O Senhor dos Anéis, como uma batalha com as roupas apropriadas, visita ao vulcão onde o anel foi jogado com Smeagle e o dedo de Frodo, uma caminhada pelas montanhas simulando a jornada da Companhia do Anel. Quem é fã e morrer sem ir a Hobbiton, vai chorar o resto da eternidade!

 

VISITAR A QUINTA DOS TEMPLÁRIOS PORTUGUESES

Não sei porque nem todo mundo lembra de Portugal quando o assunto é medievalidade, mas a verdade é que, tendo sido um dos maiores impérios do mundo, Portugal é um prato cheio para os aficcionados. Eu nem sequer vou mencionar as centenas de castelos com as mais diversas influências que o país possui ou as cidadelas com ruínas romanas, mas vou focar na Quinta da Regaleira.

Esse foi um dos espaços mais bonitos e enigmáticos que visitei, com grutas, poços profundos com escadarias em espiral, caminhos subterrâneos escondidos sob o jardim e um castelo ao centro. Todo o mistério e arquitetura da Quinta, que tem quatro hectares, são exponenciados pelo estilo ora gótico, ora românico, ora manuelino ou renascentista. O espaço engenhoso dá asas à imaginação e não são poucos os que ligam a Quinta às histórias da Rosa-Cruz, dos Templários, segredos da Maçonaria e mistérios alquímicos.

Num dos espaços da Quinta, encontramos uma enorme pedra bloqueando a estrada e descobrimos então que é possível passar por trás dela, onde damos de cara com o Poço Iniciático. Esse poço foi baseado na obra de Dante e desce profundamente, composto por uma galeria com escada em espiral. São nove níveis entre os lances de escada e cada um representa um círculo do Inferno, Paraíso ou Purgatório de Dante.

Não vou revelar os muitos segredos da Quinta, mas é um passeio imperdível e acessível.

 

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