Percorrendo a Islândia - parte 2

artigo publicado em 20/10/2016



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Essa é a segunda parte do artigo “Percorrendo a Islândia”.

Continuando na rota do Golden Circle, fizemos o que as duas senhoras do dia anterior nos recomendaram. Em vez de ir na Blue Lagoon, que fica na capital e é cheia de turistas e super cara, fomos em outra lagoa geotermal chamada Secret Lagoon, que fica na cidade de Fludir. Foi uma experiência incrível: paguei o equivalente a 25 dólares para usufruir da piscina por tempo ilimitado. É extremamente relaxante colocar a sunga num frio de uns 9 graus e entrar numa piscina quentinha. A primeira foto mostra como ela é aquecida.

Em seguida, passamos por outra cachoeira, a Seljalandsfoss. No clipe “I’ ll show you”, do Justin Bieber, que se passa inteiro na Islândia, aparece bastante essa cachoeira. Além da beleza, tem a opção de caminhar por trás dela (molha um pouco, mas é legal).

Perto dessa cachoeira tinha um restaurante e aproveitamos para jantar. Estava rolando a final da Eurocopa e muita gente estava assistindo e torcendo para Portugal. Os islandeses realmente ficaram orgulhosos da atuação deles na Eurocopa de 2016.

Já no final do dia partimos para a nossa segunda hospedagem, em Vík. Alugamos uma casa no Airbnb e a partir desse dia, já começamos a nos sentir em um lugar ainda mais isolado. Saímos da capital, que é uma cidade “grande” (300 mil habitantes) para os lugares super remotos ao redor da Islândia. Nas outras cidades, quase que não existe endereço com rua e número definido. Para chegar nessa casa, por exemplo, a proprietária só escreveu: “5 km antes de entrar na cidade, vc vai ver a casinha da estrada”. E ela estava certíssima. Só com a foto do site já dava pra ver a hospedagem: um lugar de pura paz e tranquilidade:

11/07: costa sul. De Vik a Hofn

Começamos o dia conhecendo uma praia chamada Dyrholaey. Olhando a paisagem, eu tinha a impressão de estar pegando uma foto de uma praia no Paint do Windows e alterando a cor da areia. Sim, a areia é negra, o que deixa o lugar com uma beleza única. As formações rochosas também são muito diferentes. Pedras que formam degraus. Água limpinha e cheiro típico de praia.. uma delícia. Pra ser perfeita, só faltava a água ser aquecida.

Em seguida fomos para um passeio que já tínhamos reservado pela internet: caminhada na geleira. Algumas empresas fazem esse passeio guiado, uma experiência bem diferente: caminhar em cima da geleira usando “crampons”  (não sei o nome disso em português) e equipamentos para andar no gelo. Compramos pelo site da empresa Extreme Iceland e seguimos para o glaciar que fica na região do vulcão Eyjafjallajökull. Além desse, essa agência tem outros passeios também. Alguns que ficam disponível só no inverno, como a caminhada numa caverna de gelo, além de uma caminhada dentro de um vulcão (gostaria muito de ter feito, mas o preço era meio exorbitante)

Quem me conhece sabe que eu adoro quebrar gelo, e essa foi uma experiência magnífica. Fomos em um grupo de umas 12 pessoas e o passeio dura umas 2 horas.

Começando a caminhada como nosso guia. Ele disse que poderia chamá-lo de Ingo, que é a abreviação do nome dele (que deve ser algo como Ingodjbktcgvfeyvy... rs)

Nessa caminhada, ele explica também a história do vulcão, todo o estrago que ele fez quando entrou em erupção e também sobre os aventureiros que já subiram até áreas mais perigosas.

Seguindo a estrada, paramos nas lagoas glaciais. Lagoas lindas e super azuis, com pequenos icebergs flutuando. Brincamos bastante de jogar pedra nos pequenos icebergs para quebrá-los. No clipe do Justin Bieber aparece ele entrando de sunga nessa água. Não sei como ele ainda tá vivo e não teve hipotermia.

Nesse dia, o destino final seria a cidade de Hofn, uma cidade bem charmosa. Reservamos pela internet o hotel Edda, que é uma rede que tem vários hotéis espalhados pela Islândia. Como já era meio tarde e nem deu pra almoçar direito nesse dia, chegamos e já saímos procurando lugar para jantar. Nesse dia, resolvemos chutar o balde e ir no melhor restaurante da cidade. Ou, melhor dizendo, o único que ainda estava aberto depois das 22h, um bistrô bem aconchegante:

No cardápio, praticamente, só peixe. Comemos lagosta e bacalhau. A conta saiu cara, mas valeu muito a pena.

12/07: seguindo para o Nordeste

Nesse dia, saímos de Hofn em direção à região nordeste, onde fica o lago Myvatn, a principal atração da região, que é uma área com muitos vulcões ativos. No caminho, mais imagens espetaculares da costa.

Muito interessante também é o fato de haver muitas ovelhas e cavalos nas estradas. Quando ainda estava planejando a viagem, li em algum blog que, quanto mais longe da capital, mais ovelhas e menos pessoas vemos, e isso foi comprovado:

Também vimos muito isso que parecia marshmellows gigantes:

Depois perguntei para alguém o que era e me responderam que era “hay”. Continuei sem entender e, pedindo mais explicações, me disseram que é grama que armazenam no verão para os cavalos e ovelhas comerem no inverno, quando tem muita neve.

Em geral, dirigir na Islândia é fácil, pois é tudo bem sinalizado e a estrada 1 é muito boa. Porém, mesmo com sinalizações, a complexidade da língua às vezes dificulta:

Bom, chegando na região do lago Myvatn, nos deparamos com os vulcões. Mesmo antes de chegar, dá pra saber que eles estão perto, pois já dá pra sentir o cheiro de enxofre. Então, mais uma vez, tive a sensação de ver ou sentir algo que não senti em nenhum outro lugar que eu já viajei: estar de cara com as fumacinhas saindo das formações vulcânicas.

As fotos dos vulcões e a continuação da viagem estarão no artigo "Percorrendo a Islândia - parte 3"

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Flavio Spina

flavio_spina@yahoo.com.br

https://www.facebook.com/flavio.spina.7



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