Conheça a Chapada dos Veadeiros (GO) de Bicicleta

artigo publicado em 06/02/2017



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Gosta de viajar de bicicleta? Gosta de viajar de bicicleta para lugares de riquíssima beleza natural e muita oferta de atividades ao ar livre? Quer fazer isso sem sair do país? Bem-vindo à Chapada dos Veadeiros! Prepare-se para saber tudo sobre como conhecer esse paraíso do cerrado pedalando!
 

Chapada dos Veadeiros, Goiás, vista do Mirante do Salto do Rio Preto

 

Com vocês, Vossa Majestade Chapada dos Veadeiros

A noroeste de Goiás está um dos maiores destinos ecoturísticos do Brasil e o maior do estado de GO: o Parque Nacional de Chapada dos Veadeiros. A riqueza natural, histórica e a diversidade cultural tornam Chapada dos Veadeiros um foco para os amantes da natureza, do turismo esotérico e radical. E a bicicleta pode ser um ótimo meio de conhecer esse paraíso, ajudando a chegar em cantos recônditos onde outros transportes não vão!

Aqui vão algumas coisas super interessantes sobre Chapada dos Veadeiros para você que está aí meio perdido do mundo e desinformado:

  • O Parque Nacional de Chapada dos Veadeiros abriga uma das superfícies mais antigas do mundo!
  • Veadeiros é a região de maior altitude do Centro-Oeste, sendo o pico da Serra do Pouso Alto o ponto mais alto;
  • A região abrange as cidades de Cavalcante, São Jorge e Alto Paraíso, no estado de Goiás;
  • Sua área atual tem mais de 65 mil hectares de cerrado de altitude, mas a área original era de 625 mil hectares, incluindo regiões do Tocantins;
  • É considerada Patrimônio Mundial da Humanidade, pela UNESCO, desde 2001;
  • Chapada dos Veadeiros é cortada pelo mesmo paralelo que passa por Macchu Picchu; isso, aliado à grande quantidade de quartzo e a beleza natural da região, criou um grande movimento de Turismo Místico no Parque.
  • A Coluna Prestes atravessou a região em 1926 durante sua marcha;

 

O quê que a Chapada tem?


Santuário da Cachoeira de Santa Bárbara, Chapada dos Veadeiros


Na verdade, eu não sei se tem alguma coisa que a Chapada dos Veadeiros não tem.

Um parque dessa magnitude e com tanta paisagem que “pra acabar com o pequi de Goiás”, tem opção para tudo quanto é gosto. O que dá pra fazer em Chapada dos Veadeiros:

 

  • Trilhas: são várias opções de trilhas e algumas, inclusive, podem ser mais fáceis para fazer de bike, mas podem ser feitas a pé, claro. Entre elas estão: Trilha dos Saltos, Trilha dos Cânions, Trilha da Seriema e Travessia das Sete Quedas (essa não pode ser completada em um dia só, tem acesso limitado e é preciso autorização para pernoitar no Parque);
     
  • Cachoeiras: se tem um negócio que sobra aqui é cachoeira! Mas o pacote “viajante de ecoturismo feliz” (sic) envolve o percurso mais procurado: Saltos do Rio Preto, duas cachoeiras, uma com 80 e outra com 120 metros de altura; Cachoeira dos Cristais; Cachoeira dos Anjos e Arcanjos; Cachoeira de Santa Bárbara, que só tem sol ao meio do dia e é preciso atravessar a margem do rio para alcança-la;
     
  • Águas Quentes: para ciclistas com as pernas doloridas de pedalar, próximo a São Jorge há as Termais do Morro Vermelho, com águas quentes relaxantes e uma ótima infraestrutura ao redor, com restaurante, bar e pousadas;
     
  • Atividades radicais e ao ar livre: muitas agências e companhias independentes oferecem pacotes de atividades no Parque, entre as opções estão: Trekking, Canionismo, Cachoeirismo, Balonismo e Tirolesa.

 

Vale da Lua, Chapada dos Veadeiros, Alto Paraíso, São Jorge, Cavalcante, Goiás


 

Cicloturismo em Chapada dos Veadeiros


Chapada dos Veadeiros, Goiás, bicicleta, bike, cicloturismo, turismo de aventura


O cicloturismo é muito forte em Chapada, por isso o que não falta é alternativa para quem gosta de pedalar e não abre mão da bike.

Você pode montar seu roteiro e levar sua própria bicicleta ou alugar tudo por lá com as agências locais, em São Jorge ou Alto Paraíso. Eles alugam desde bicicletas urbanas até as mais resistentes para mountainbike e oferecem pacotes com roteiros variados.

Existem algumas equipes de amadores e profissionais de cicloturismo focados no Parque dos Veadeiros, como a Equipe Araticum de MountainBike. Se você não conhece o espaço, recomendo que contrate um guia local. Entretanto, também é possível fazer por conta própria, já que os guias não são obrigatórios.

Como o lugar é um polo turístico muito forte, o acesso é bastante fácil. Então segura aqui as suas opções:

  • Avião: indo pelos ares, o aeroporto de referência o é de Brasília. Todas as agências oferecem traslado para o Parque, basta consultar previamente.
     
  • Ônibus: também há muitos ônibus saindo de Brasília para os Veadeiros e grande parte deles permite levar a bike (vale a pena confirmar antes, algumas companhias podem barrar). Nas viações que permitem, você precisará embalar a sua bicicleta por conta própria.
     
  • Carro: outra opção é ir de carro próprio ou alugar um nas redondezas. Indo em grupo, é uma opção que realmente vale a pena, pois oferece maior mobilidade – mas se todo mundo for levar a bike, é bom escolher bem o veículo alugado!

 

A entrada do Parque é feita pelo município de São Jorge, mas se for de ônibus pode escolher um trajeto que vá direto de Brasília para Cavalcante. Agora, vamos ver algumas dicas gerais e importantíssimas para quem quer pedalar por lá!

 

Dicas para fazer a Chapada dos Veadeiros de bicicleta

Cicloturismo em Chapada dos Veadeiros, roteiro de bicicleta para Chapada dos Veadeiros; fonte da imagem Revista Bicicleta


1. Escolha bem a temporada

Entre os meses de Junho a Agosto, os dias são bem quentes a região, mas a temperatura cai bastante à noite por conta da altitude. Já Setembro não tem conversa: é só calor e seca. Se for por essa época, pense na roupa e não esqueça os acessórios de proteção solar. Como é época alta, as cidades também ficam mais cheias e, se você curte uma noitada, pode ser a melhor altura!

Se for entre Outubro e Janeiro, considere bem seu roteiro e os equipamentos de segurança. Nessa altura, a agitação é menor, por ser época baixa, mas a chuvarada é intensa e muitos percursos ficam enlameados e muito perigosos. Alguns podem ser interditados e é aconselhável pedir acompanhamento de um guia.

 

2. Prepare o equipamento e os mantimentos

Se for viajar entre as cidades, certifique-se de que tem tudo para uma viagem autônoma. Isso quer dizer que você terá o suficiente na sua mochila para não precisa de ajuda.

Motivo? Mesmo sendo um polo turístico, você está no interior! Entre uma cidade e outra, se for fazer o percurso de bike, não tem muito centro de apoio e estabelecimentos para te ajudar. Não esqueça da manutenção da bicicleta!

 

3. Equipamento essencial

Indo de bike, algumas coisas são essenciais! Recomendo fortemente que você tenha mais de uma alternativa para armazenar água (garrafa, cantil e caramanhola). Um camelbak pode ajudar bastante, especialmente se for na temporada mais quente. A maioria dos percursos são de dificuldade moderada ou complexa e as distâncias são longas. Tudo isso, mais o calor, dão uma sede absurda.

Caso tenha intenção de fazer alguma trilha a pé, leve botas de cano médio. Algumas trilhas têm cobras por todo lado, você não vai querer uma mordidinha no calcanhar. Um GPS também não é má ideia, caso não tenha costume de andar com um desses no seu “batkit”.

 

Gostou? Então que tal aproveitar e conhecer também a Bahia de bike pelo litoral ou interior? E se pretende acampar no trajeto, não esquece de ver nosso artigo de Camping para Iniciantes, com sete dicas para começar a acampar!



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